07 agosto 2007

Oração em Línguas 10


"Não é provável que esta oração no futuro próximo tenha entrada nas grandes assembleias litúrgicas.
No final do Evangelho de São Marcos que apareceu somente em meados do séc. II, diz-se: “E acontecerão estes sinais aos que acreditarem: … falarão em outras línguas” (Mc 16,17).
Por isso cem anos após a morte de Jesus ainda era geralmente conhecido o sentido da oração em línguas e o texto dá a perceber a opinião de que este “sinal” da presença do Espírito Santo não só foi dado à primeira geração cristã, mas também é um fenómeno normal da missão cristã.
Hoje estamos de novo perante uma nova época da história da fé, e ainda não encontramos a linguagem para descrever esta novidade do Deus sempre novo.
O Senhor da história quer purificar a nossa linguagem, irromper a partir do interior, dar-nos palavras novas: Quando devolvermos as profundidades da nossa faculdade linguística ao Seu Mistério, então anunciaremos “com coragem o mistério do Evangelho” (Ef 6,19) de forma nova no nossa inteligível língua mãe.
Concluindo, importa salientar: O Carisma da oração em línguas tem – como qualquer outro Carisma – como pressuposto uma capacidade natural, a saber, a capacidade humana de falar.
A oração em línguas deve por isso, como qualquer Dom do Espírito Santo, ser examinada sobre a sua autenticidade.
A pronúncia da série ininteligível de vogais e consoantes é um fenómeno que é plenamente conhecido dos médicos em determinadas doenças ou também aparece em estados de embriaguês. Não é portanto carismática, mas tem origem puramente psicológica. "


"Experiência Fundamental do Cristianismo" - Heribert Mülhen


(A identificação do autor está em "Oração em Línguas 6" )


Termina aqui esta série de textos sobre a Oração em Línguas, embora o tema esteja longe de estar esgotado. Voltaremos a ele.

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