29 agosto 2008

DIA DE LOUVOR






DIA DE LOUVOR


Anfiteatro Paulo VI – Fátima ..... Domingo 21 de Setembro de 2008




Tema: “... dar-vos-ei o sopro da vida, para que revivais.
Sabereis assim, que Eu sou o Senhor.» Ez 37, 6




O Dia de Louvor será orientado pelo Pe Marcelo Cavalcante de Moraes.
Padre da Comunidade Luz e Vida, incardinado na diocese de Leiria-Fátima, membro da direcção nacional do RCC, membro do Secretariado Diocesano do RCC e vigário paroquial na paróquia de Maceira.

Inscrições

As inscrições, (cada crachá 5€), são feitas por telefone 236931251 ou junto da comunidade até ao dia 13 de Setembro

Horário para telefonar

Às Quartas, Quintas e Sextas-feiras, de manhã das 10h às 12h e à noite das 21h às 22h

Limite de Inscrições

Só se aceitam inscrições até a sala estar cheia. Nessa situação, como tem acontecido, não aceitamos mais inscrições, mesmo dentro do prazo.


Programa


08h30 – Abertura das portas e acolhimento

09h00 – Louvor da manhã

10h00 – Primeiro ensinamento

10h45 – Intervalo

11h15 – Eucaristia

12h45 – Almoço

14h30 – Testemunhos e apresentação do
Projecto da comunidade

16h00 – Segundo ensinamento

17h00 – Adoração ao Santíssimo com oração de cura e libertação

18h00
18h30 – Termo do encontro


O Coordenador
Pe Filipe da Fonseca Lopes
.

11 agosto 2008

Dá-lhe uma cana, não lhe dês o peixe...


No outro dia, quando estava na Missa e durante a acção de graças, veio ao meu pensamento aquele provérbio ou ditado chinês, (segundo dizem), e que diz mais ou menos o seguinte:
«Não dês ao pobre o peixe, mas dá-lhe uma cana e ensina-o a pescar.»
Fiquei ali a pensar um pouco no que é que o Senhor me queria dizer com aquilo e depois da Missa e já em casa, e até agora, volta e meia o provérbio vem ao meu pensamento.
Nós somos os pobres que tudo pedimos a Deus e muito gostaríamos que Ele tudo nos desse sem termos nenhum trabalho, ou seja, sem conduzirmos as nossas vidas segundo a Sua vontade.
Mas Ele que nos conhece bem melhor do que nós nos conhecemos, nunca nos dá tudo o que queremos, e sobretudo não nos dá sem haver esforço do nosso lado, porque Ele sabe muito bem que se nada nos faltar, também Ele, pensaremos nós, nos deixará de fazer falta, e sem Ele não poderemos salvar-nos, não poderemos encontrar a verdadeira felicidade.
Ou seja, Deus não nos dá o peixe, mas dá-nos a cana e ensina-nos a pescar.
‘Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar.»’ Jo 21,6
Mas muitos de nós também, em vez de nos servirmos da cana que Ele nos dá para pescarmos, para encontrarmos o caminho das nossas vidas, deitamos fora a cana e vamos procurar outra ou outras canas, pensando nós que serão melhores e mais rápidas para encontrarmos a felicidade.
A cana que Ele nos dá chama-se amor, as canas que nós procuramos e com as quais pensamos conseguir a vida chamam-se dinheiro, egoísmo, obcecação pelo trabalho, obcecação pelo sexo, etc, etc.
É que com estas canas, parece-nos que alcançamos muito rapidamente aquilo que julgamos ser a felicidade, mas a verdade é que esses momentos são muito efémeros, podem durar mais ou menos tempo, mas acabam sempre e normalmente com grandes frustrações.
Já a cana do amor, usada com os ensinamentos do Mestre leva-nos a encontrar o verdadeiro sentido da vida e assim sendo o caminho da felicidade que encontra a plenitude na comunhão com Cristo.
O “peixe” que pescamos com a cana que Deus nos dá, é sempre um “peixe” que acrescenta algo às nossas vidas, que nos vai fazendo crescer, que se torna vida em nós e que por fim nos leva ao encontro final e eterno com Deus.
O “peixe” que pescamos com as canas que arranjamos no mundo, é sempre um “peixe” que serve no momento, mas depois se esgota, que nada acrescenta às nossas vidas a não ser momentos fugazes de prazer, que acaba por nos conduzir a uma eternidade sem Deus, e portanto a uma eternidade “morta”.
O curioso é que com a cana que Deus nos dá também podemos pescar coisas do mundo, e servirmo-nos delas para nós e para os outros, mas com as canas que o mundo nos dá nunca podemos pescar as coisas de Deus, que nos dão a verdadeira vida.
«Dá-nos Senhor, a cada um, a cana que precisamos em cada momento, para “pescarmos” com o Teu amor e no Teu amor, as nossas vidas.»