14 novembro 2008

Maria, nossa Mãe 2

Quando em oração ia pedindo ao Espírito Santo que me inspirasse o que deveria escrever sobre Maria, como havia de colocar no papel a minha vivência da devoção a Maria, veio ao meu coração este simples pensamento: «Maria é caminho para Cristo».

Fiquei a pensar nesta verdade, tantas vezes esquecida, mesmo por aqueles que se dizem tão devotos de Maria: «Maria é caminho para Cristo».

É Maria, Ela mesma que nos diz quando nos aproximamos, que Cristo é o tudo, é o todo, e que tudo deve ser apenas caminho para Ele.

Tenho para mim, no meu coração, que Maria nunca se deve ter referido a Jesus, falando com outros, como:”O meu Filho”.

E nunca o deve ter feito porque para Ela, o seu Filho ia muito para além dessa filiação, dessa sua entrega, o seu Filho era o Filho de Deus, Jesus Cristo Nosso Senhor e assim sendo, seu Senhor também.

Tudo em Maria aponta para Cristo, numa vivência perfeita da frase de João Baptista: «Ele é que deve crescer, e eu diminuir» (J0 3,30)

E nós seus devotos, devemos ter sempre isto bem presente no nosso coração, nas nossas atitudes, porque é isto que Ela, a Mãe, quer de nós, ou seja, que através dEla vejamos Cristo, vivamos Cristo, que guardemos no coração (Lc 2, 51), o que dEla nos vem, como forma de melhor chegarmos ao conhecimento de Jesus Cristo.

Porque Cristo é o todo, é o tudo e Maria, (tal como nós), é com Ele também o tudo e o todo, mas só porque Ele o quer assim, mas só porque nEle, em comunhão com Ele, partilhamos o tudo e o todo.

E é isto que Maria quer, que com Ela possamos encontrar o todo e o tudo que Jesus Cristo é.

Maria é Mãe de Jesus Cristo, enquanto Homem, enquanto encarnação de Deus dado aos homens por vontade do Pai, mas Maria sabe em si, no seu coração que Jesus Cristo É, ou seja, que o seu Filho sempre existiu, não teve principio nem tem fim, é verdadeiramente eterno e por isso mesmo Ela é a Serva do Senhor, porque sempre existiu no coração de Jesus Cristo antes mesmo de Jesus Cristo existir no seu coração.

Por isso em Maria tudo é Cristocêntrico, tudo aponta para Cristo e só assim se realiza a vontade de Deus, só assim se realiza a missão de Maria.

Mas muito melhor do que tudo aquilo que eu possa escrever, é a clareza da Doutrina da Igreja Católica tão bem expressa no Capítulo VIII da Constituição Dogmática Lumen Gentium.

66. Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que, como mãe santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua protecção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades (191). … Este culto, tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e recta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e gloria fique o Filho, por quem tudo existe (cfr. Col. 1, 15-16) e no qual «aprouve a Deus que residisse toda a plenitude» (Col. 1,19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos.

67. Muito de caso pensado ensina o sagrado Concílio esta doutrina católica, e ao mesmo tempo recomenda a todas os filhos da Igreja que fomentem generosamente o culto da Santíssima Virgem, sobretudo o culto litúrgico, que tenham em grande estima as práticas e exercícios de piedade para com Ela, aprovados no decorrer dos séculos pelo magistério, e que mantenham fielmente tudo aquilo que no passado foi decretado acerca do culto das imagens de Cristo, da Virgem e dos santos (192). Aos teólogos e pregadores da palavra de Deus, exorta-os instantemente a evitarem com cuidado, tanto um falso exagero como uma demasiada estreiteza na consideração da dignidade singular da Mãe de Deus (193). Estudando, sob a orientação do magistério, a Sagrada Escritura, os santos Padres e Doutores, e as liturgias das Igrejas, expliquem como convém as funções e os privilégios da Santíssima Virgem, os quais dizem todos respeito a Cristo, origem de toda a verdade, santidade e piedade. Evitem com cuidado, nas palavras e atitudes, tudo o que possa induzir em erro acerca da autêntica doutrina da Igreja os irmãos separados ou quaisquer outros. E os fiéis lembrem-se de que a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes.

Compreendo eu agora que, antes de continuar este testemunho da minha vivência da devoção à Santíssima Virgem, me/nos devemos colocar na perspectiva certa, correcta, de acordo com a Doutrina da Igreja Católica do modo como devemos honrar, louvar a Mãe do Céu, sem cairmos em exageros que façam dEla aquilo que Ela não é, nem quer ser, mas que também não diminuam aquilo que Ela é, e tem como missão dada por Deus, ser.

Para fazermos a vontade do Seu Filho, que no-la deu como Mãe, (Jo 19, 26-27), para fazermos a sua vontade que apenas pode ser a vontade do Seu Filho.
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1 comentário:

Anónimo disse...

onde tem escrito bem detalhadamente que maria e a nossa mae.
voces tem que entender que na horar que jesus disse mulher ai esta teu filho e filho ai esta tua mae.
ele quiz dizere que ia subir as alturas e que maria era sua serva e nao sua mae.
e onde tem escrito" e ela vai esta de lado do pai intercedendo por nos, e nos salvara no julgamento".
entregue sua vida para o jesus de verdade e nao um que ainda esta na cruz.
jesus resucitou ao terceiro dia.
e subio aos ceus e nao ta cruz.
que deus abra os teus olhos e tire as escamas como ele tirou de paulo.
deus te abençoe.